sexta-feira, 30 de julho de 2010

Dica cultural


Bom dia a todos!

A dica cultural dessa semana é o livro "Investimentos Inteligentes", de Gustavo Cerbasi.

Obviamente é um livro sobre finanças, que aborda diversos assuntos extremamente úteis.

Altamente recomendado para aqueles que têm dificuldades em controlar os gastos e não sabem para onde o suado dinheiro vai.

Segue a sinopse: "Todos já sonhamos em conquistar nosso primeiro milhão de reais. Trata-se de uma cifra mágica que representa a tão desejada independência financeira. Para muitos, porém, é também uma espécie de desafio intransponível. Em Investimentos Inteligentes, o consultor financeiro Gustavo Cerbasi prova que alcançar o número mágico não tem nada de impossível e que, com a postura certa, podemos multiplicá-lo e transformá-lo em muitos milhões. Com as carreiras cada vez mais curtas e a vida cada vez mais longa, buscar a independência financeira é uma questão de sobrevivência. E qualquer pessoa pode alcançá-la ou mesmo chegar ao seu primeiro milhão se souber investir de forma inteligente ou seja, escolhendo investimentos com os quais se sinta à vontade. Investimentos inteligentes, portanto, não ensina quais os segredos do melhor investimento do mundo, mas nos ajuda a descobrir qual a forma de investir mais indicada para cada um de nós. Cerbasi não dá o peixe, ele nos ensina a pescar".

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Justiça nega pedido de indenização de fumante contra Souza Cruz

A 6ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) confirmou, por unanimidade, decisão de 1ª instância e afastou a pretensão indenizatória do fumante Luiz Carlos Pupo contra a fabricante de cigarros Souza Cruz. Ele pedia indenização de R$ 700 mil alegando ter desenvolvido males respiratórios atribuídos, exclusivamente, ao consumo de cigarros das marcas fabricadas pela Souza Cruz.

O TJ-SP já rejeitou outras 43 ações indenizatórias similares por danos atribuídos ao consumo de cigarros. Em âmbito nacional, existem mais de 590 pronunciamentos judiciais, de 1ª e 2ª instâncias, rejeitando esse tipo de demanda, totalizando 300 casos encerrados.

A posição do TJ está em linha com recentes decisões da 4ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que, em três oportunidades, rejeitou pretensões indenizatórias semelhantes oriundas do Rio Grande do Sul.

O juiz de 1ª instância, no entanto, rejeitou tais pedidos com base, dentre outros argumentos, no amplo conhecimento dos riscos associados ao consumo de cigarros; no livre arbítrio dos consumidores em optar (ou não) por fumar, já que a decisão de consumir o produto é uma questão de livre escolha; na licitude da atividade de produção e comercialização de cigarros.

A sentença de improcedência ressalta que “muito embora - repita-se - o cigarro cause males à saúde, tal fato é público e notório há muitos e muitos anos, sem que, por causa disso, sua produção e comercialização tivessem sido proibidas no Brasil”.

O autor então recorreu, levando o caso à 6ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP. No entanto, os desembargadores confirmaram, por unanimidade, a decisão de 1ª instância e rejeitaram os pedidos indenizatórios.

Essa decisão está em linha com a jurisprudência majoritária de outros 15 Tribunais Estaduais, inclusive com recentes decisões do STJ, que confirmaram que o cigarro é um produto de periculosidade inerente, cujo consumo se dá por decisão exclusiva do consumidor, e que a publicidade não interfere no livre arbítrio dos indivíduos, que podem optar (ou não) por fumar.

Até o momento, já foram propostas 162 ações dessa natureza contra a Souza Cruz em São Paulo, sendo que o Judiciário paulista já proferiu 166 decisões, de 1ª e 2ª instâncias, afastando tais pretensões indenizatórias, totalizando 82 casos já encerrados.

De acordo com a Souza Cruz, até o momento, do total de 613 ações judiciais ajuizadas contra a Companhia desde 1995 em todo o país, pelo menos 413 possuem decisões rejeitando tais pretensões indenizatórias (300 definitivas) e 12 em sentido contrário (as quais estão pendentes de recurso).

Em todas as 300 ações com decisões definitivas já proferidas pelo Judiciário brasileiro, as pretensões indenizatórias dos fumantes, ex-fumantes ou seus familiares foram afastadas.

Disponível em www.ultimainstancia.uol.com.br - 26/07/10

Como ser gestor de sua própria carreira

O mundo organizacional carece de talentos. Partindo dessa máxima, necessário se faz que o colaborador adote definitivamente o papel de gestor de sua carreira, assumindo a responsabilidade de conduzir de forma estruturada e consciente seu plano de carreira, etapa por etapa. Esta necessidade foi potencializada no Brasil a partir de 1990, ano que nos inserimos de forma mais efetiva no “mundo globalizado”.

As empresas tiveram que rever a gestão de pessoas, processos e clientes, em contrapartida, os indivíduos foram conduzidos – ou estimulados – a repensar a estratégia conducente para melhor gerir suas competências. Entretanto, ainda é possível identificar pessoas que resistem ou mesmo não se percebem como responsáveis por este processo, atribuindo à empresa ou aos gestores a responsabilidade por suas carreiras.

Charles Handy (2001) afirma que a verdadeira revolução social é a mudança de uma vida amplamente organizada para nós, para um mundo no qual somos todos forçados a estar no comando de nosso próprio destino. Na mesma direção, Dutra (2004) traz uma reflexão sobre a dificuldade que as pessoas têm em pensar na própria carreira e assumir a autogestão do desenvolvimento. Abaixo listo seis etapas que considero importantes no momento de organizar a carreira. Confira!

Etapa 1 - Autoanálise
É um mergulho em si mesmo. É o autoconhecimento proposto por Sócrates no “conhece a ti mesmo”. Os itens que podem nos guiar nesta autoanálise são: competências, valores, crenças, talentos, medos, âncoras de carreiras (Edgar Schein), perfil psicológico e sonhos. Neste percurso, uma dica que pode potencializar sua construção é focar nos pontos fortes e talentos, e minimizar ou neutralizar os pontos fracos.
Alguns focam nos pontos fracos e estes raramente se transformam em pontos fortes (Buckingham & Clifton 2008). Esta etapa é importantíssima, pois pelo autoconhecimento é possível identificar carreiras e papéis que têm aderência maior com a forma de ser de cada um. Uma segunda dica é: se você está com dificuldade de caminhar e encontrar respostas, não se furte de procurar um conselheiro, coach, mentor, amigo, gestor etc.

Etapa 2 - Oportunidades e ameaças
Que acontecimentos ou situações são oportunidades ou ameaças para a carreira escolhida? Um risco desta etapa é focar o olhar apenas para os acontecimentos mais próximos (cidade, empresa, departamento, área, “mesa de trabalho”, por exemplo). Uma dica é: amplie seu círculo de relacionamentos. Conversar somente com os colegas de trabalho que sentam “ao lado” pode empobrecer esta análise. Aproveite as competências – visão sistêmica e visão estratégica – nesta etapa.

Etapa 3 - Objetivos e metas
Fazer escolhas, focar e “pagar o preço” são as regras básicas. É importante fugir das iscas: remuneração, status, pressão de amigos e familiares. É relevante considerar as etapas anteriores na definição desta. Pode parecer óbvio, entretanto é possível encontrar com frequência pessoas que odeiam o que fazem e subsistem nesta situação, e o pior é quando são promovidas neste local. É elevado o grau de sucesso quando alguém tem paixão pelo que faz.

Etapa 4 - Formulação das estratégias
Considerando a competitividade, uma dica é: seja criativo na construção de suas estratégias de carreira. Veja a realidade por outros olhos. É sempre bom lembrar que: “Estratégia sem ação é ser Sonhador. Ação sem estratégia é ser esforçado. Ação + estratégia é ser Realizador”. O comum é encontrar muita gente esforçada, que trabalha até domingo e obtém resultados pequenos ou frustrantes.

Etapa 5 - Implementação
Em face dos desafios, contradições e exigências do mundo corporativo, as atitudes potencializam o sucesso que o indivíduo alcançará na carreira. Algumas das atitudes indispensáveis são: disciplina, persistência, resiliência, flexibilidade, entusiasmo, dinamismo, humildade, ética. Procurar culpados e parar ou “estacionar” na busca dos objetivos é o que mais facilmente se encontra no mundo corporativo.

Etapa 6 - Controle
O controle é o velocímetro que sinaliza ou monitora o quanto se está próximo ou distante dos objetivos traçados para sua carreira, é também o elemento permissível para adaptações necessárias.
Parafraseando Nelson Mandela, devemos ser “senhores do nosso destino e capitão de nossas almas”. Somos responsáveis pela realização de nossos sonhos e felicidade.

Cláudio Queiroz (Professor de pós e MBA da FAAP, FGV e FIA. Autor do livro: As Competências das Pessoas. Potencializando seus Talentos. Editora DVS, 3º edição.)

HSM Online (http:br.hsmglobal.com) - 26/07/2010

terça-feira, 27 de julho de 2010

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Carro é investimento?

Esse artigo foi publicado por Thaís Aux no blog Finanças Pessoais (http://financaspessoais.blog.br), no dia 6/07/10 (acesso no dia 22/07/10).

Achei de grande valia, por isso compartilho com vocês.

Até...

"Depois que comecei a escrever esse blog e entender mais sobre finanças, diversos amigos vêm me pedir conselhos. Eu acho ótimo, o intuito é ajudar mesmo. Esses dias ouvi de um desses amigos que o objetivo dele era comprar um carro zero no final do ano (no caso, o novo Uno), e queria saber onde guardar o dinheiro até lá. Eu falei que meu objetivo era dissuadi-lo da ideia até o final do ano!

Ele alega que não quer que o carro dê problemas, porque não entende nada de mecânica. Por isso quer um carro zero. E mais: assim que der um ano, ele quer trocar por outro carro zero (!!!).

Quanto à melhor forma de guardar o dinheiro, orientei que ele guardasse o dinheiro na poupança mesmo, porque é livre de IR. Uma amiga minha disse que era melhor colocar no Tesouro, mas não sei se vale a burocracia toda de abrir conta em corretora, fazer DOC, pagar IR, tirar antes do prazo de vencimento. Afinal, são só 6 meses. Comentem aí suas opiniões.

Já em relação à compra do carro em si, é importante esclarecer alguns pontos. Não preciso nem dizer como a compra de um carro zero pode ser ruim. Você paga por algo que desvaloriza 10 segundos depois, o seguro e o IPVA são altíssimos e pra completar, você não aprende a se virar quando o carro quebrar. Eu sei porque meu carro é de 1997 e eu já passei vários perrengues – mas aprendi. Não tenho mais tanto medo de ser enganada por mecânicos. Além de tudo isso, carro não deve ser considerado investimento, porque só desvaloriza ao longo do tempo. Acho que esse é o ponto principal que as pessoas devem ter em mente ao se afundar em 60 prestações com juros a perder de vista.

Meu conselho pra esse amigo: compre um carro de 2005 pra cá, que tenha tido só um dono. Daqui uns 3, 4 anos, compre o novo Uno (que não será mais tão novo e então será vantajoso). Tem que fazer também muita pesquisa de preço pra ver as vantagens e desvantagens. A primeira coisa que ele precisa é de informação, e pode fazer isso enquanto guarda o dinheiro. Espero que ele tome a decisão correta – eu vou atualizando vocês sobre o assunto".

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Sentença na linguagem do povo

Bom dia a todos.

Essa charge saiu no site do UOL (www.charges.com.br).

É ótima!


O "Caso Bruno"

Grande é a repercussão do "Caso Bruno", como ficou conhecido o desaparecimento de Eliza Samúdio.

Aproveitarei para dar minha singela opinião:

1º. As provas mostram que Bruno está bastante envolvido, embora ainda não se possa averiguar qual seria(m) o(s) crime(s) praticado (s) por ele. Sequestro? Cárcere privado? Homicídio?

2º. Considero a prisão de Bruno sem base legal. É importante que se diga que, no Brasil, a prisão é medida excepcional. Bruno em nenhum momento fugiu (pelo contrário, entregou-se espontaneamente) e também não prejudicou as investigações. Além disso, ele tem domicílio certo e desenvolve atividade profissional remunerada.

3º. Sem o corpo, a chance de uma condenação por homicídio é muito remota. Todo o crime exige a materialidade, que, no caso do homicídio, é o corpo da vítima. Para todos os efeitos, Eliza está viva e, até o momento, é a principal "defensora" de Bruno.

4º. O Flamengo não tem nenhuma participação no episódio e sairá com o nome manchado. Na verdade, o Flamengo é vítima, mesmo porque pagou cerca de 9 milhões de reais pelos direitos do goleiro.

5º. Agirá errado o Flamengo caso prossiga com a dispensa por justa causa do goleiro. Bruno está preso preventivamente e ainda não foi condenado. Não há base legal para a dispensa por justa causa (art. 482 CLT). É como se o Flamengo estivesse condenando o goleiro antes da Justiça.

É isso pessoal.

Podem comentar e perguntar. Responderei com satisfação