sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Plano de saúde não pode limitar sessões de fisioterapia

A Justiça Federal declarou nula uma cláusula contratual da A. S/A que limitava a cobertura das sessões de fisioterapia aos clientes do plano de saúde da empresa, nos contratos de adesão celebrados antes de 3/9/1998. A decisão é do juiz Paulo Cezar Neves Junior, da 2ª Vara Federal Cível em São Paulo.
O Ministério Público Federal (MPF) moveu ação civil pública contra a A. e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), alegando que a cláusula em questão é abusiva e que caberia à ANS fiscalizar e agir no sentido de corrigir o problema, ao invés de ter permanecido omissa. A cláusula contratual dava aos clientes o direito de ter apenas dez sessões de fisioterapia por ano.
A A., no entanto, alegou que a obrigatoriedade de cobertura da fisioterapia sem limitação do número de sessões somente passou a existir com a Resolução CONSU N.º 10/98, após o advento da Lei n.º 9.656/98, que entrou em vigor em 2/9/1998.
Em sua decisão o juiz afirmou que “a limitação do número de sessões de fisioterapias cobertas pelo plano restringe o próprio direito à prestação dos serviços, uma vez que realizar tratamento parcial equivale a não realizar o tratamento. [...] Nesse passo, tal cláusula é abusiva por estar em desacordo com o sistema de proteção ao consumidor (art. 51, XV, do Código de Defesa Consumidor - CDC) de forma que a limitação às sessões de fisioterapia era vedada antes mesmo do advento da Lei n.º
9.656/98. Ilegal, portanto, a cláusula contratual em questão, que deve ser afastada por nulidade”.
Na sentença, Paulo Cezar Neves Junior, além de declarar a nulidade da cláusula, condenou a Amil ao pagamento do reembolso dos valores das sessões de fisioterapias indevidamente pagas por seus clientes e não cobertas nos últimos dez anos e, juntamente com a ANS, fixou o pagamento de multa por danos morais coletivos no valor de R$ 50 mil.
Por fim, determinou à A. que desde já efetue a cobertura completa das sessões de fisioterapia para os contratos anteriores a 3/9/1998, bem como informe a todos os seus contratantes alcançados por esta sentença o teor dessa medida.
Ação nº. 0024753-25.2006.403.6100
Fonte: Justiça Federal de São Paulo (disponível em www.aasp.org.br - 1/2/2011
O Ministério Público Federal (MPF) moveu ação civil pública contra a A. e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), alegando que a cláusula em questão é abusiva e que caberia à ANS fiscalizar e agir no sentido de corrigir o problema, ao invés de ter permanecido omissa. A cláusula contratual dava aos clientes o direito de ter apenas dez sessões de fisioterapia por ano.
A A., no entanto, alegou que a obrigatoriedade de cobertura da fisioterapia sem limitação do número de sessões somente passou a existir com a Resolução CONSU N.º 10/98, após o advento da Lei n.º 9.656/98, que entrou em vigor em 2/9/1998.
Em sua decisão o juiz afirmou que “a limitação do número de sessões de fisioterapias cobertas pelo plano restringe o próprio direito à prestação dos serviços, uma vez que realizar tratamento parcial equivale a não realizar o tratamento. [...] Nesse passo, tal cláusula é abusiva por estar em desacordo com o sistema de proteção ao consumidor (art. 51, XV, do Código de Defesa Consumidor - CDC) de forma que a limitação às sessões de fisioterapia era vedada antes mesmo do advento da Lei n.º
9.656/98. Ilegal, portanto, a cláusula contratual em questão, que deve ser afastada por nulidade”.
Na sentença, Paulo Cezar Neves Junior, além de declarar a nulidade da cláusula, condenou a Amil ao pagamento do reembolso dos valores das sessões de fisioterapias indevidamente pagas por seus clientes e não cobertas nos últimos dez anos e, juntamente com a ANS, fixou o pagamento de multa por danos morais coletivos no valor de R$ 50 mil.
Por fim, determinou à A. que desde já efetue a cobertura completa das sessões de fisioterapia para os contratos anteriores a 3/9/1998, bem como informe a todos os seus contratantes alcançados por esta sentença o teor dessa medida.
Ação nº. 0024753-25.2006.403.6100
Fonte: Justiça Federal de São Paulo (disponível em www.aasp.org.br - 1/2/2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Não planeje 2011. Planeje sua vida.

Repdoduzo, a seguir, o belo texto de Sandro Magaldi (Diretor comercial da HSM do Brasil. www.sandromagaldi.com.br), disponível no portal HSM online em 16/12/10.
Vale a pena refletir.
"Chega o fim do ano e cá estamos encerrando mais um ciclo. Nos encontramos agora no tradicional momento de refletir sobre nosso ano e planejar o próximo ciclo. Pois esse ano eu tenho uma sugestão para o caro leitor: não planeje 2011. Aproveite a oportunidade para planejar sua vida, construir seu futuro, sonhar grande.
Me permita um minuto de sua atenção para explanar com mais detalhes sobre os motivos dessa sugestão. Depois de décadas acostumados a uma situação econômica de absoluta instabilidade em nosso país nos habituamos a pensar pequeno.
Nosso modelo mental sempre teve o foco em desenvolver estratégias para nossa sobrevivência, pois o dia do amanhã era totalmente incerto e, por mais que trabalhássemos orientados ao crescimento, o risco de surgir uma nova crise ou um novo plano econômico sempre foi eminente. Foi assim durante anos e anos.
Pois vivemos agora um contexto totalmente distinto desse passado tão recente. Nossa realidade atual, que ao que tudo indica tende a perdurar por décadas, é de absoluta prosperidade.
A taxa recorde de 6% no nível do desemprego em nosso país aponta praticamente para uma situação de pleno emprego e, com isso, a renda dos cidadãos aumenta de forma exponencial com o consumo seguindo essa mesma curva.
Esse contexto faz com que tenhamos de mudar nosso modelo mental. Basta refletirmos exclusivamente sobre nossa sobrevivência. Se faz necessário uma nova orientação que coloque no centro das atenções as iniciativas destinadas a aproveitar as inúmeras oportunidades que estão surgindo a cada dia em nosso país.
O fato de termos um ambiente repleto de oportunidades não significa que todos aproveitarão essa chance com a mesma intensidade. É necessário construir os alicerces para seu caminho rumo a tão sonhada prosperidade.
É por isso que sugiro que você aproveite essa pausa anual para refletir não sobre o próximo ano, mas sobre as próximas décadas de sua vida. Para iniciar essa reflexão sugiro que você reflita sobre o que significa sucesso para você.
Para alguns, sucesso é sinônimo de riqueza material e dinheiro. Para outros, é sinônimo de estabilidade familiar, amizades. Como esse pensamento é de foro totalmente íntimo e pessoal, cada um chegará a sua resposta. Não deixe de se aprofundar nessa busca. Invista no autoconhecimento para que você consiga estar seguro da visão que irá construir.
A partir daí construa a ponte rumo ao seu pote no fim do arco íris. Não seja inflexível nessa caminhada. Encontre o seu próprio caminho e aproveite essa jornada.
Como último conselho, no entanto, retomo um conceito que tenho repetido em prosa e verso sempre que tenho oportunidade: sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno.
Não perca a oportunidade de sonhar grande, pensar alto, idealizar um futuro que faça sentido para você. As condições estruturais para essa caminhada estão postas. Agora cabe a você aproveitar essa janela de oportunidade. Afinal, você merece.
Tenha um grande 2011 e um futuro repleto de felicidade e prosperidade".
Vale a pena refletir.
"Chega o fim do ano e cá estamos encerrando mais um ciclo. Nos encontramos agora no tradicional momento de refletir sobre nosso ano e planejar o próximo ciclo. Pois esse ano eu tenho uma sugestão para o caro leitor: não planeje 2011. Aproveite a oportunidade para planejar sua vida, construir seu futuro, sonhar grande.
Me permita um minuto de sua atenção para explanar com mais detalhes sobre os motivos dessa sugestão. Depois de décadas acostumados a uma situação econômica de absoluta instabilidade em nosso país nos habituamos a pensar pequeno.
Nosso modelo mental sempre teve o foco em desenvolver estratégias para nossa sobrevivência, pois o dia do amanhã era totalmente incerto e, por mais que trabalhássemos orientados ao crescimento, o risco de surgir uma nova crise ou um novo plano econômico sempre foi eminente. Foi assim durante anos e anos.
Pois vivemos agora um contexto totalmente distinto desse passado tão recente. Nossa realidade atual, que ao que tudo indica tende a perdurar por décadas, é de absoluta prosperidade.
A taxa recorde de 6% no nível do desemprego em nosso país aponta praticamente para uma situação de pleno emprego e, com isso, a renda dos cidadãos aumenta de forma exponencial com o consumo seguindo essa mesma curva.
Esse contexto faz com que tenhamos de mudar nosso modelo mental. Basta refletirmos exclusivamente sobre nossa sobrevivência. Se faz necessário uma nova orientação que coloque no centro das atenções as iniciativas destinadas a aproveitar as inúmeras oportunidades que estão surgindo a cada dia em nosso país.
O fato de termos um ambiente repleto de oportunidades não significa que todos aproveitarão essa chance com a mesma intensidade. É necessário construir os alicerces para seu caminho rumo a tão sonhada prosperidade.
É por isso que sugiro que você aproveite essa pausa anual para refletir não sobre o próximo ano, mas sobre as próximas décadas de sua vida. Para iniciar essa reflexão sugiro que você reflita sobre o que significa sucesso para você.
Para alguns, sucesso é sinônimo de riqueza material e dinheiro. Para outros, é sinônimo de estabilidade familiar, amizades. Como esse pensamento é de foro totalmente íntimo e pessoal, cada um chegará a sua resposta. Não deixe de se aprofundar nessa busca. Invista no autoconhecimento para que você consiga estar seguro da visão que irá construir.
A partir daí construa a ponte rumo ao seu pote no fim do arco íris. Não seja inflexível nessa caminhada. Encontre o seu próprio caminho e aproveite essa jornada.
Como último conselho, no entanto, retomo um conceito que tenho repetido em prosa e verso sempre que tenho oportunidade: sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno.
Não perca a oportunidade de sonhar grande, pensar alto, idealizar um futuro que faça sentido para você. As condições estruturais para essa caminhada estão postas. Agora cabe a você aproveitar essa janela de oportunidade. Afinal, você merece.
Tenha um grande 2011 e um futuro repleto de felicidade e prosperidade".
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Dica cultural

A dica cultural dessa semana é o filme "Rocky Balboa" (2006).
Trata-se de um belíssimo filme, que certamente agradará àqueles que cresceram vendo o Silverter Stallone apanhar bastante nos outros filmes do "garanhão italiano".
O filme, além de tudo, é muito emocionante.
Vale destacar a bela trilha sonora que acompanha o personagem composta por Maynard Ferguson, que você pode conferir no vídeo abaixo.
Seguem a sinopse e o treiler.
Até...
"Sinopse: Rocky Balboa (Sylvester Stallone) está aposentado há algum tempo. Longe dos ringes, leva uma vida tranqüila como um dono de um pequeno restaurante. Tudo muda, no entanto, quando Rocky se vê diante da oportunidade de enfrentar o supercampeão peso pesado Mason "The Line" Dixon. Será que Rocky ainda é capaz de se tornar o campeão?"
Trata-se de um belíssimo filme, que certamente agradará àqueles que cresceram vendo o Silverter Stallone apanhar bastante nos outros filmes do "garanhão italiano".
O filme, além de tudo, é muito emocionante.
Vale destacar a bela trilha sonora que acompanha o personagem composta por Maynard Ferguson, que você pode conferir no vídeo abaixo.
Seguem a sinopse e o treiler.
Até...
"Sinopse: Rocky Balboa (Sylvester Stallone) está aposentado há algum tempo. Longe dos ringes, leva uma vida tranqüila como um dono de um pequeno restaurante. Tudo muda, no entanto, quando Rocky se vê diante da oportunidade de enfrentar o supercampeão peso pesado Mason "The Line" Dixon. Será que Rocky ainda é capaz de se tornar o campeão?"
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Discussão no Ar
Vejam só:
O pessoal da bandeirantes faz uma abordagem muito próxima do Corinthians.
Os programas chegam a ser chatos porque são parciais.
E o Ronaldo acabou sendo criticado por falar algo do Palmeiras no twiter e não pelo desempenho no jogo.
E o Ronaldo rebateu o pessoal da band no próprio twiter.
Aí o caldo azedou.
Vale lembrar que o Neto nunca foi um exemplo de profissionalismo como jogador de futebol.
O pessoal da bandeirantes faz uma abordagem muito próxima do Corinthians.
Os programas chegam a ser chatos porque são parciais.
E o Ronaldo acabou sendo criticado por falar algo do Palmeiras no twiter e não pelo desempenho no jogo.
E o Ronaldo rebateu o pessoal da band no próprio twiter.
Aí o caldo azedou.
Vale lembrar que o Neto nunca foi um exemplo de profissionalismo como jogador de futebol.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
5 premissas para montar sua própria carteira de ações
"Invisto em ações desde 2005 através de fundos de investimento em ações e desde o ano passado venho progressivamente resgatando minhas posições nesses fundos para investir diretamente via home broker.
Tomei essa decisão por vários aspectos, dentre os quais posso citar: estudei bastante e me sinti preparado para começar, estava muito insatisfeito com a taxa de administração cobrada pela fundo do qual era cotista e encontrei uma forma de começar mantendo os mesmos riscos do fundo.
Como montei minha primeira carteira
Como eu gostava muito do fundo que investia, justamente por estar alinhado com meus princípios (investimento em empresas de grande potencial, através de fundamentos sólidos), resolvi que montaria minha carteira muito parecida com a do fundo, de preferência utilizando proporções bem próximas da realidade.
Aí você poderia perguntar: “Até conheço boa parte empresas das empresas que meu fundo investe, mas como saber as proporções, se o gestor não divulga?“. Não divulga para você, mas é obrigado a fornecer todas essas informações para a Comissão de Valores Mobiliários. E a CVM gentilmente nos fornece todos esses dados, através do link Fundos de Investimento em seu site.
Nesse link é possível conhecer a composição da carteira de qualquer fundo de investimento, e não apenas de fundos de ações. Recentemente tirei uma dúvida de um leitor sobre a composição de um fundo de renda fixa do Banco do Brasil, por exemplo. E fiz essa consulta pelo site da CVM.
Como faço meus “aportes” mensais
Montada minha carteira inicial, encontrei outra dificuldade. Como faria meus aportes mensais? No fundo é bem fácil, pois basta fazer a aplicação e pronto. O gestor que “se vire” para aplicar meu dinheiro. Mas agora quem comanda sou eu.
O grande problema é saber se devo comprar outra ação ou reaplicar nas que já possuo. Além disso, em qual devo reaplicar? Como saber qual está mais barata ou menos cara? Tive que ler alguns livros até definir uma estratégia para avaliar minhas empresas e atualmente estou satisfeito com ela.
Recomendo dois ótimos livros para essa fase: “Avaliando Empresas, Investindo em Ações“, de Carlos Debastiani e Felipe Russo, e “Quanto Custa Ficar Rico?“, de Paulo Portinho.
Método para avaliação de ações e carteiras de ações
Visitando o sempre interessante Blog do Portinho, editado por Paulo Portinho, li uma série de artigos falando sobre o Método INI. O método ensina investidores iniciantes a selecionar empresas para montagem de carteira de ações. ]
Ainda não comecei a utilizá-lo, mas confesso que fiquei bem empolgado com tudo que li até agora.
Dentre essas leituras, conheci as cinco premissas que o método utiliza para alcançar seus objetivos e tomei a liberdade de divulgá-los logo a seguir, justamente por concordar com eles e utilizá-los desde que comecei a investir.
1. Investir com regularidade, independente das perspectivas do mercado
Quando você começar a investir, poderá ficar inseguro quanto ao momento certo para entrar ou sair de uma empresa. O tempo e a experiência ajudarão a afastar estes receios. As evidências indicam que o mercado de ações, no longo prazo, tem sido a aplicação de melhor retorno.
2. Reinvestir todos os lucros
Reaplique no mercado todos os lucros de seus investimentos. Isto permitirá a você maximizar seus ganhos através da capitalização composta, ganhando mais do que se mantivesse apenas o capital original empregado.
O brasileiro costuma chamar essa capitalização composta de “juros-sobre-juros” e, normalmente, isso é fruto de uma experiência de dívida. No caso da poupança, os tais “juros-sobre-juros” estarão trabalhando a seu favor e não contra, como no caso das dívidas.
3. Investir em empresas com passado e potencial para crescimento
Adquira ações de empresas cujas vendas e lucros estejam evoluindo em velocidade maior que o Produto Interno Bruto (PIB) e cujos históricos sugiram que elas estarão mais valorizadas nos cinco anos seguintes.
4. Diversificar para reduzir o risco
Algumas de suas escolhas serão muito bem sucedidas e outras trarão resultados decepcionantes.
Como é impossível prever o futuro com exatidão, não se deve esperar que todos os resultados sejam satisfatórios. Através da diversificação, você precisará apenas de um crescimento médio que alcance a sua meta; um eventual erro não provocará um grande desequilíbrio.
5. Investir em empresas com bons princípios de governança corporativa
Dessa forma você estará lidando com empresas socialmente responsáveis, empresas que respeitam o meio ambiente, a legislação e, principalmente, os direitos e a relação com os acionistas minoritários.
Considerações finais
Não tenho pretensão de estimular ninguém a fazer o mesmo que fiz. O intuito deste artigo é mostrar que existem alternativas para minimizar o risco do investimento em ações e o principal deles é estudar bastante antes de começar.
Ressalto também que investir diretamente em ações demanda mais capital que investir em fundos. Enquanto é possível investir em fundos com apenas R$ 100 por mês, em ações é necessário bem mais, para compensar o valor da corretagem. Estejam atentos a isso.
Por fim, nunca é demais lembrar que toda e qualquer decisão tomada após a leitura deste blog é de única e exclusiva responsabilidade do leitor".
Por Rafael Seabra Rafael Seabra - Educador Financeiro e consultor de Tecnologia da Informação, cursa o MBA em Finanças pelo Ibmec e é formado em Ciência da Computação pela UFPE. Autor do blog Quero Ficar Rico, ministra palestras e cursos de Educação Financeira.
Disponível em www.querodicarrico.com/blog - 07/01/11
Tomei essa decisão por vários aspectos, dentre os quais posso citar: estudei bastante e me sinti preparado para começar, estava muito insatisfeito com a taxa de administração cobrada pela fundo do qual era cotista e encontrei uma forma de começar mantendo os mesmos riscos do fundo.
Como montei minha primeira carteira
Como eu gostava muito do fundo que investia, justamente por estar alinhado com meus princípios (investimento em empresas de grande potencial, através de fundamentos sólidos), resolvi que montaria minha carteira muito parecida com a do fundo, de preferência utilizando proporções bem próximas da realidade.
Aí você poderia perguntar: “Até conheço boa parte empresas das empresas que meu fundo investe, mas como saber as proporções, se o gestor não divulga?“. Não divulga para você, mas é obrigado a fornecer todas essas informações para a Comissão de Valores Mobiliários. E a CVM gentilmente nos fornece todos esses dados, através do link Fundos de Investimento em seu site.
Nesse link é possível conhecer a composição da carteira de qualquer fundo de investimento, e não apenas de fundos de ações. Recentemente tirei uma dúvida de um leitor sobre a composição de um fundo de renda fixa do Banco do Brasil, por exemplo. E fiz essa consulta pelo site da CVM.
Como faço meus “aportes” mensais
Montada minha carteira inicial, encontrei outra dificuldade. Como faria meus aportes mensais? No fundo é bem fácil, pois basta fazer a aplicação e pronto. O gestor que “se vire” para aplicar meu dinheiro. Mas agora quem comanda sou eu.
O grande problema é saber se devo comprar outra ação ou reaplicar nas que já possuo. Além disso, em qual devo reaplicar? Como saber qual está mais barata ou menos cara? Tive que ler alguns livros até definir uma estratégia para avaliar minhas empresas e atualmente estou satisfeito com ela.
Recomendo dois ótimos livros para essa fase: “Avaliando Empresas, Investindo em Ações“, de Carlos Debastiani e Felipe Russo, e “Quanto Custa Ficar Rico?“, de Paulo Portinho.
Método para avaliação de ações e carteiras de ações
Visitando o sempre interessante Blog do Portinho, editado por Paulo Portinho, li uma série de artigos falando sobre o Método INI. O método ensina investidores iniciantes a selecionar empresas para montagem de carteira de ações. ]
Ainda não comecei a utilizá-lo, mas confesso que fiquei bem empolgado com tudo que li até agora.
Dentre essas leituras, conheci as cinco premissas que o método utiliza para alcançar seus objetivos e tomei a liberdade de divulgá-los logo a seguir, justamente por concordar com eles e utilizá-los desde que comecei a investir.
1. Investir com regularidade, independente das perspectivas do mercado
Quando você começar a investir, poderá ficar inseguro quanto ao momento certo para entrar ou sair de uma empresa. O tempo e a experiência ajudarão a afastar estes receios. As evidências indicam que o mercado de ações, no longo prazo, tem sido a aplicação de melhor retorno.
2. Reinvestir todos os lucros
Reaplique no mercado todos os lucros de seus investimentos. Isto permitirá a você maximizar seus ganhos através da capitalização composta, ganhando mais do que se mantivesse apenas o capital original empregado.
O brasileiro costuma chamar essa capitalização composta de “juros-sobre-juros” e, normalmente, isso é fruto de uma experiência de dívida. No caso da poupança, os tais “juros-sobre-juros” estarão trabalhando a seu favor e não contra, como no caso das dívidas.
3. Investir em empresas com passado e potencial para crescimento
Adquira ações de empresas cujas vendas e lucros estejam evoluindo em velocidade maior que o Produto Interno Bruto (PIB) e cujos históricos sugiram que elas estarão mais valorizadas nos cinco anos seguintes.
4. Diversificar para reduzir o risco
Algumas de suas escolhas serão muito bem sucedidas e outras trarão resultados decepcionantes.
Como é impossível prever o futuro com exatidão, não se deve esperar que todos os resultados sejam satisfatórios. Através da diversificação, você precisará apenas de um crescimento médio que alcance a sua meta; um eventual erro não provocará um grande desequilíbrio.
5. Investir em empresas com bons princípios de governança corporativa
Dessa forma você estará lidando com empresas socialmente responsáveis, empresas que respeitam o meio ambiente, a legislação e, principalmente, os direitos e a relação com os acionistas minoritários.
Considerações finais
Não tenho pretensão de estimular ninguém a fazer o mesmo que fiz. O intuito deste artigo é mostrar que existem alternativas para minimizar o risco do investimento em ações e o principal deles é estudar bastante antes de começar.
Ressalto também que investir diretamente em ações demanda mais capital que investir em fundos. Enquanto é possível investir em fundos com apenas R$ 100 por mês, em ações é necessário bem mais, para compensar o valor da corretagem. Estejam atentos a isso.
Por fim, nunca é demais lembrar que toda e qualquer decisão tomada após a leitura deste blog é de única e exclusiva responsabilidade do leitor".
Por Rafael Seabra Rafael Seabra - Educador Financeiro e consultor de Tecnologia da Informação, cursa o MBA em Finanças pelo Ibmec e é formado em Ciência da Computação pela UFPE. Autor do blog Quero Ficar Rico, ministra palestras e cursos de Educação Financeira.
Disponível em www.querodicarrico.com/blog - 07/01/11
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